Benedito Madaleno Mendes

Desceu à Terra 1954... Diversas premiações em concursos de poesia, residiu em São Paulo por 20 anos. Da Voçoroca do Sul, observa a Via Láctea e conta suas observações do cotidiano.

H1N1

terça-feira, 11 de dezembro de 2018 por Benedito Madaleno Mendes

Semana passada, eu dancei! Quando pensei em sair de casa para dirigir-me ao posto de saúde, um amigo me avisou: nem saia à rua, a vacina acabou! Já! Nossa! Nem começou... E aconteceu mesmo: a remessa de vacinas enviada para a cidade não deu nem pro cheiro, acabou logo... Algumas pessoas me disseram que se formou uma fila quilométrica no Genefredo Monteiro e outros postos de saúde! E eu fiquei torcendo para que o mosquitorongo enfadado não me encontrasse pelas quebradas e ao que parece, ele não encontrou mesmo!
Esta semana, meu vizinho, que tem um amigo que trabalha no Genefredo Moteiro, me chamou de lado e confidenciou: “chegaram mais vacina, corra lá antes que acabe!” E eu corri mesmo, pulei da cama cedo e fui ao Posto de Saúde... Sequer havia fila muito longa, pelo menos àquela hora!
Quando chegou minha vez de ser vacinado, entrei na sala e fiquei surpreso: havia várias mocinhas vestidas de branco, algumas eu já conhecia de vista e todas muito educadas! Eram tão simpáticas que eu até esqueci o meu medo de injeção! Tirei a blusa, expus meus hercúleos braços, virei o rosto e esperei... A jovenzinha que aplicou a injeção era tão hábil e cuidadosa, um primor! Quase nem senti a agulha!
Saí agradecido e pensando: que venha o mosquitorongo enfadado, agora eu tô prevenido, que vá picar sabão!

 
 
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