Benedito Madaleno Mendes

Desceu à Terra 1954... Diversas premiações em concursos de poesia, residiu em São Paulo por 20 anos. Da Voçoroca do Sul, observa a Via Láctea e conta suas observações do cotidiano.

Aedes-etílico

sábado, 20 de outubro de 2018 por Benedito Madaleno Mendes

O país onde vivemos já foi chamado de várias coisas... Primeiro foi Pindorama! Depois Terra de Santa Cruz, Ilha de Vera cruz e, finalmente: Brasil! Já foi chamado de “O País do futebol”, “País abençoado por Deus”, ”Terra dos papagaios”, ”Terra nova” ...
Mas, do jeito que a coisa vai, logo, logo este lugar será chamado de Paraíso dos Pernilongos, Brejo do Mosquito Seco, Buracão do Zica, Cafundó do Mosquito Zica Virus, Brejal dos Insetos Sempre Livres, Onde tem um, tem mil, Paraíso do Chikunguya, Buracão da mosquitada, Lar do Aedes Aegypti, Mosquital auriverde, Mosquito Picador do Cafundó mal Assombrado e por aí vai...
Ou seja, o Aedes está tomando conta do pedaço e o principal culpado por sua proliferação é o povaréu que insiste em deixar água parada aqui, ali e acolá... O “mosquitorongo” se aproveita disso e vai aumentando, aumentando...
E, por enquanto, ele se abriga e procria apenas em poças de água... Imagine só, o que acontecerá quando o enfadado tomar gosto pelo restinho de cachaça que fica no fundo do copo dos paus d’águas nos botecos!
Será a primeira vez que se tem notícia de um mosquito embriagado e o Brasil será o criadouro de nova espécie: o Aedes aegypti alcoólico!
Tinha que ser no Brasil, né!

 
 
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